Adaptação e análise de riscos climáticos

11/12/2011
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GVces, 09/06/2011
Luiza Xavier

 

 

“Se a empresa não buscar inovações, elas não ocorrerão sozinhas. O ambiente tem de ser propício”. Citando o professor Wilson Nobre (FGV), Roberto Strumpf, coordenador técnico da plataforma Empresas pelo Clima (EPC), introduziu a 3ª oficina prática do EPC, que tem como tema Adaptação e Análise de Riscos Climáticos para Empresas.

Estiveram presentes 33 representantes de 22 organizações no evento ocorrido no Salão Nobre da Fundação Getúlio Vargas (São Paulo) entre os dias 8 e 9 de junho.

Depois de esclarecimentos acerca da nova área restrita do site que efetivará a comunicação entre o EPC e as empresas participantes, Bárbara Oliveira, coordenadora da área de Sustentabilidade Global do GVces, apresentou termos chave para discussão. Entre eles, eventos climáticos extremos, diferentes tipos de impactos, custos, redução de riscos e estratégias, além da diferença entre ações de resposta e ações de adaptação.

Para complementar a discussão, o Prof. Dr. Luiz Gylvan Meira Filho (Professor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo), esclareceu como funcionam os mecanismos de previsões climáticas. “O clima que você mede nas convenções é o clima que inclui a parte antrópica, mas também deve incluir toda a variabilidade natural. A questão é como desembaralhar isso”, explicou ele.

 

Mesa Redonda

A Oficina reuniu diferentes pontos de vista em relação às adaptações climáticas, abrindo espaço para troca de informações entre os participantes. Em dinâmica de mesa redonda, os convidados Marcela Cotrim, gerente de riscos ambientais na Allianz Seguros; Prof. Dr. Luiz Gylvan Meira Filho, do IEA-USP, e Vivian Macknight, analista de sustentabilidade da Vale, expuseram suas experiências e responderam as questões dos participantes.

 

Adaptações e Cidades

“50% da população mundial mora em até 60 km de distância do mar, ¾ de todas grandes cidades estão localizadas na costa e o Brasil possui 84% de sua população residente em áreas urbanas”. É o que esclareceu o pesquisador do GVces, Alexandre Gross, sobre a importância da discussão ligada à cidades.

Soluções em mitigação e adaptação realizadas por diversas cidades e previsão e avaliação de riscos e impactos foram relembrados por ele. Entre os exemplos bem sucedidos estavam o sistema emergencial de saneamento de Bangkok e as ecofrotas na cidade de São Paulo.

 

Caso Desafio

Vivian Macknight, analista de sustentabilidade da Vale, contextualizou a adaptação dentro de sua empresa trazendo um caso desafio para a Oficina. Ela abordou os resultados de um projeto piloto para análise dos modelos climáticos propondo a regionalização destes resultados para uma área específica de atuação da Vale. Além disso, Vivian apresentou os principais ativos em risco identificados nas operações da empresa.

O desafio trazido foi a dificuldade em priorizar esses riscos e em sensibilizar todas as áreas da empresa. Sugestões e resultados foram trabalhados e apresentados pelos colegas do EPC, contribuindo para a experiência da Vale. “A iniciativa foi interessante e proveitosa. Permitiu às empresas discutir sobre um tema que abrange todos os outros setores da economia”, comentou Vivian.

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