BRF busca eficiência com Programa de Excelência Energética

11/12/2011
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A partir de diagnósticos energéticos, foram elaboradas 420 ações a serem executadas em 2011

As mudanças climáticas estão cada vez mais trazendo os desafios da sustentabilidade à tona para o setor empresarial, que passa a perceber com mais intensidade os riscos e oportunidades para os negócios. Dentro deste contexto, a Brasil Foods (BRF), Empresa Membro da Plataforma Empresas Pelo Clima (EPC), decidiu desenvolver o Programa de Excelência Energética, com o objetivo de estruturar uma equipe de técnicos das áreas de utilidades e meio ambiente para identificar oportunidades de melhoria nos processos da companhia, buscando eficiência energética.

Devido à quantidade de sites em diversos estados brasileiros, as unidades industriais foram divididas em regionais e cada uma delas conta com um profissional de engenharia dedicado para identificar estas melhorias, propor soluções técnicas e obter resultados operacionais. Entre todos os processos, são avaliadas questões referentes ao consumo de recursos naturais, como água e combustíveis, o uso racional de energia elétrica e gestão ambiental.

A racionalização do consumo de energia, relacionado aos combustíveis para geração de vapor (energia direta) e à aquisição de energia elétrica (indireta), é busca constante dos profissionais envolvidos com estes processos. O desenvolvimento de novas tecnologias, ajustes operacionais, treinamentos dos profissionais garantiram grandes resultados em 2010.

Três grupos de trabalho foram criados para estudar o consumo de energia elétrica, o uso e consumo de vapor e o aumento na eficiência do reflorestamento para obter maior produtividade da madeira usada como fonte de energia.

Os grupos, formados por profissionais de diversas áreas fabris, realizaram diagnósticos e identificaram oportunidades para aumentar a eficiência energética de equipamentos e processos das unidades. A partir desses diagnósticos, foram elaboradas 420 ações divididas entre operacionais e de investimento, que terão sua execução concluída em 2011.

Como resultados desse trabalho, a BRF alcançou uma economia de energia elétrica 341.496 GJ (94.860 MWh) em 2010, quando comparada com o ano de 2009, o que representa a uma redução de 4.863,95 tonCO2eq. Esta redução não foi informada no Inventário de gases de efeito estufa da BRF porque o ano base é 2010, ou seja, em 2009 o inventário não havia sido elaborado. Já o uso da energia direta pela BRF houve um aumento de 3,8% em 2010, concentrado em fontes renováveis e uma redução de 8,6 % de energias provenientes de combustíveis fósseis. No ano, 94,89 % de toda energia direta consumida pela empresa foi de fonte renovável.

Na geração de vapor é onde ocorre o maior consumo de energia direta. Para produzi-la, as caldeiras são abastecidas com biomassa em forma de cavaco, lenha em toras ou ripas. Devido à importância deste recurso em sua matriz energética, a BRF tem meta de aumentar a produtividade dos reflorestamentos em 25%. Isso será feito pelo uso de tecnologias mais avançadas que reduzem a área necessária para o plantio.

Disclaimer: A empresa atesta e se responsabiliza pela veracidade e rigor das informações relatadas. A Fundação Getulio Vargas se exime de quaisquer responsabilidades sobre as informações prestadas pela empresa. A publicação dos cases não implica em endosso ou aprovação das práticas da empresa pela Fundação Getulio Vargas.


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