Cogeração em Termelétrica da Petrobras evita emissões da ordem de 453 mil toneladas de CO2 equivalente por ano

11/12/2011
COMPARTILHE

Ação faz parte de estratégia de maximizar a eficiência energética e reduzir a intensidade de emissões de GEE

A Petrobras, como uma das maiores empresas de energia do mundo é, também, uma das empresas que mais investem em conservação de energia. A companhia declarou, como um de seus objetivos estratégicos, maximizar a eficiência energética e reduzir a intensidade de emissões de gases de efeito estufa (GEE), atingindo patamares de excelência na indústria de Óleo & Gás, e contribuindo para a sustentabilidade do negócio. E estabeleceu compromissos voluntários de melhoria de eficiência energética em suas instalações associados a um plano de investimentos de US 1,2 bilhão para o período de 2010 a 2015.

Um caso de projeto de eficiência energética que acarreta em redução de emissões de GEE é o sistema de cogeração da Usina Termelétrica Euzébio Rocha (UTE-EZR) em Cubatão-SP. A usina surgiu como uma oportunidade de negócio para área de Gás e Energia e de modernização do sistema termoelétrico da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), da área de Refino, vizinha ao local de implantação da usina. Desta forma, a UTE-EZR foi concebida em ciclo combinado com cogeração, possibilitando fornecer vapor de forma mais eficiente para a refinaria.

Antes da entrada em operação da UTE-EZR, a RPBC provia suas necessidades de vapor através de caldeiras acionadas, prioritariamente, por óleo combustível complementado por gás natural. Estes equipamentos apresentavam rendimento da ordem de 75% e estavam em operação há vários anos.

A UTE-EZR foi concebida com uma turbina a gás, uma caldeira de recuperação de calor e uma turbina a vapor. Além disso, caldeiras auxiliares fornecem a necessidade restante de vapor para a refinaria. Com isso, além da capacidade de suprir 415 tvapor/h, a usina é capaz de produzir 196 MW médios de energia elétrica, dos quais cerca de 37 MW são comprados pela própria refinaria para atender sua demanda elétrica e o restante é exportado para o Sistema Integrado Nacional (SIN).

Analisando os cenários apresentados nas Figuras 1 (energia) e Figura 2 (emissões), tem-se que, durante a operação isolada da refinaria, esta consumia aproximadamente 13.000 TJ/ano de combustíveis para o acionamento das caldeiras antigas. Simulações feitas para uma UTE do mesmo porte da UTE-EZR revelaram que, caso a usina fornecesse somente energia elétrica sem a cogeração, esta consumiria aproximadamente 10.400 TJ/ano. Esta configuração simulada resultaria em uma estimativa total de consumo de energia de 23.400 TJ/ano e emissões de 1.463 mil tCO2e/ano.

A partir da integração entre a refinaria e a cogeração da UTE-EZR, o consumo de combustível da UTE-EZR situou-se em aproximadamente 19.500 TJ/ano, com atendimento às demandas térmica e elétrica da refinaria. Isto resultou em um potencial de redução de 453 mil tCO2e/ano em emissões e de aproximadamente 3.800 TJ/ano em consumo de combustíveis. As estimativas de emissões em CO2 equivalentes levam em conta os principais Gases de Efeito Estufa: CO2, CH4 e N2O calculados pelo Módulo de Simulação do Sistema de Gestão de Emissões Atmosféricas da Petrobras (SIGEA®).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Figura 1 - Ganhos potenciais em termos de energia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Figura 2 - Ganhos potenciais em termos de emissões de GEE

Além deste caso, que serve como exemplo de eficiência energética e redução de emissões de GEE aplicável a empresas que atuam neste segmento de negócio, outras termelétricas em operação possuem cogeração e fornecimento de vapor para unidades vizinhas da companhia. 

Disclaimer: A empresa atesta e se responsabiliza pela veracidade e rigor das informações relatadas. A Fundação Getulio Vargas se exime de quaisquer responsabilidades sobre as informações prestadas pela empresa. A publicação dos cases não implica em endosso ou aprovação das práticas da empresa pela Fundação Getulio Vargas.

Mais Lidos

Nenhum post encontrado.