EDP no Brasil incorpora o tema das Mudanças Climáticas no seu planejamento e processos decisórios

11/12/2011
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A EDP no Brasil iniciou um processo de amplo debate interno, a fim de incorporar essa questão na sua estratégia corporativa

A EDP no Brasil é uma holding de capital aberto, com sede em São Paulo, controlada pela EDP Energias de Portugal, uma das maiores companhias do setor elétrico mundial. No Brasil a empresa atua na geração, distribuição e comercialização de energia.

A preocupação com as questões de mudanças climáticas e o caminho para uma economia de baixo carbono está em pauta na EDP. Desde 2007, a empresa elabora o inventário de emissões e, a partir de 2009, passou a contabilizar no inventário as emissões de viagens aéreas e as perdas técnicas das redes de distribuição de energia. Por atuar fortemente na geração de energia renovável, o grupo possui três projetos de Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) registrados dentro das regras do Protocolo de Quioto.


Um desafio atual é incluir as emissões dos fornecedores no escopo 3 (escopo referente às emissões indiretas de GEE, de acordo com a metodologia GHG Protocol) para isso está em curso um projeto junto aos fornecedores, dentro do Programa EDP Fornecedor Sustentável, a fim de levantar informações e posteriormente auxiliá-los na elaboração de inventários de emissões.

A EDP no Brasil, consciente de que existe um longo caminho a ser percorrido para uma economia de baixo carbono, iniciou em 2010 um processo de amplo debate interno, a fim de incorporar essa questão na sua estratégia corporativa. O tema foi discutido em nível do Conselho de Administração, no Comitê de Sustentabilidade e Governança Corporativa juntamente com professores e cientistas, especialistas em mudanças climáticas, que apresentaram os impactos das alterações do clima no setor elétrico e como as empresas poderão agir e se preparar diante de tais riscos.

As exposições foram ricas em detalhes, abordando desde exemplos de degelo dos pólos até impactos na rede elétrica aérea causada pela maior freqüência de eventos climáticos extremos.

Um exemplo importante e significativo objeto de debate foi a questão das variações dos excedentes hídricos. Estudos apresentados demonstraram que as geradoras de energia deverão estar atentas e até incluir essa questão nos seus estudos para potenciais projetos. Também de realçar a opinião dos especialistas sobre a importância do engajamento das empresas em programas e organizações com o intuito de auxiliar a elaboração das legislações brasileiras em relação às mudanças climáticas.

A EDP apresentou durante a reunião projetos em desenvolvimento, como o Climagrid, o qual visa aprimorar a previsão climática na área de concessão de distribuição da EDP no Brasil, com previsões de até três meses, a fim de atender com maior prontidão o cliente no caso de interrupção de energia por danos na rede elétrica causados por eventos climáticos extremos.

A EDP acredita estar cumprindo etapas para uma economia de baixo carbono, incorporando a variável alterações climáticas em nosso planejamento estratégico e ao processo decisório, discutindo internamente em nível de Diretoria e Conselho de Administração. Deste modo, a empresa terá maiores oportunidades de ações, iniciativas e projetos.

Disclaimer: A empresa atesta e se responsabiliza pela veracidade e rigor das informações relatadas. A Fundação Getulio Vargas se exime de quaisquer responsabilidades sobre as informações prestadas pela empresa. A publicação dos cases não implica em endosso ou aprovação das práticas da empresa pela Fundação Getulio Vargas.

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