GT apresenta abordagem de adaptação climática baseada em ecossistemas (AbE)

2º encontro do grupo de trabalho (GT) da EPC sobre Adaptação traz abordagem de Adaptação baseada em Ecossistemas (AbE) como uma alternativa viável para estratégias empresariais de adaptação 23/06/2015
COMPARTILHE

Por Thaís Guimarães (GVces)

A Plataforma Empresas pelo Clima (EPC) realizou no dia 16 de junho o 2º encontro do Grupo de Trabalho (GT) da frente de atuação em adaptação às mudanças climáticas, com o objetivo de sensibilizar e apresentar a abordagem de Adaptação baseada em Ecossistemas (AbE) como uma alternativa viável para estratégias empresariais de adaptação.

AbE é “o uso da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos como parte de uma estratégia de adaptação completa para ajudar pessoas e a se adaptarem aos efeitos adversos das mudanças climáticas” (CBD, 2009).

Primeiramente, foi realizada uma introdução ao tema de AbE, abordando serviços ecossistêmicos (SEs), a relação dos SEs com a resiliência das empresas às mudanças climáticas, as etapas para a implementação de AbE e exemplos de medidas de adaptação. 

Essas soluções naturais baseadas em ecossistemas geram benefícios valoráveis e são, muitas vezes, mais eficientes em termos de custos que medidas de engenharia convencional. Entretanto, seus efeitos são medidos ao longo prazo, sendo necessário levar em consideração outros fatores para selecionar o tipo de medida de adaptação a ser implementado, como a urgência das medidas, o tempo de resposta e o custo /benefício, explica a pesquisadora Betania Vilas Boas.

Após esta apresentação inicial, o GT contou com a participação de Juliana Ribeiro, da Fundação Grupo Boticário, que apresentou o estudo Adaptação baseada em Ecossistemas: oportunidades para políticas públicas em mudanças climáticas. Foram mencionadas experiências em AbE, comparações ente opções de AbE e de engenharia convencional, recomendações políticas e de processos. De acordo com apresentação de Juliana, a “adaptação precisa ser incorporada em todos os âmbitos de planejamento, e a AbE é uma forma inteligente de unificar ações de adaptação e conservação da biodiversidade, com integração de ações e otimização de recursos, devendo ser, sempre que possível, priorizada nas diversas esferas de planejamento, governamental ou empresarial”.

Por fim, os participantes do GT realizaram uma dinâmica sobre avaliação de opções de adaptação com foco em AbE para casos empresariais reais. As medidas de AbE levantadas nessa atividade poderão servir como alternativas a serem incorporadas no plano das empresas  que estão desenvolvendo projetos piloto de adaptação com apoio da EPC.

Saiba como foi o 1º encontro do GT sobre adaptação às mudanças climáticas, realizado em março passado.