A substituição do metanol pelo etanol em seus produtos levou a Braskem a uma redução de 76% em emissões de GEE
A Braskem entende seu papel como organização privada e busca sua contribuição positiva para a minimização dos problemas relacionados às mudanças climáticas. Enxergando-se como parte da solução, a empresa foca na melhoria incremental e a melhoria revolucionária na gestão operacional e estratégica do negócio focando o lucro sustentável e assumindo compromissos voluntários sem demagogia focando a credibilidade.
Exemplo disto foi a definição pela mudança das unidades de MTBE (metil tércio butil éter) da Braskem, em Camaçari numa planta de ETBE (etil tércio-butil éter). Projeto iniciado em 2006 e finalizado em 2009, alavancando ganhos de 2009 a 2010. Os produtos mencionados são aditivos para as gasolinas europeia e norte-americana, melhorando sua combustão e a octanagem. Além dos atrativos mercadológicos, o ETBE também garante melhora na qualidade das emissões atmosféricas, contribuindo para a preservação ambiental.
O cenário mundial já demandava esta modificação das unidades de MTBE, a exemplo da eliminação do MTBE do blending de gasolina nos Estados Unidos. Dentre as diversas alternativas avaliadas para manter o valor agregado ao MTBE, a mais atrativa é o ETBE, também utilizado como aditivo para gasolina, produzido com a substituição do metanol pelo etanol. Ambientalmente, o ETBE é melhor que o MTBE, principalmente no que se refere a sua miscibilidade na água e volatilidade, reduzindo emissões atmosféricas.
O ETBE é comercializado com prêmios que oscilam entre US$200/t e US$ 350/t acima do preço do MTBE, por ser considerado um biocombustível, sendo produzido a partir do etanol, uma matéria-prima renovável, e não do metanol como no caso do MTBE. Com a mesma disponibilidade de matéria-prima (Iso-Buteno), tem-se um aumento de produção de cerca de 17% de ETBE em relação ao MTBE, em função do maior peso molecular do reagente etanol. Além disso, o etanol brasileiro importado pela Europa é taxado, diferentemente do ETBE, que não tem imposto de importação. Há também previsão de crescimento do mercado Europeu e Japonês através de políticas de incentivos fiscais e regulatórias que privilegiam fontes de energia renováveis.
O grande ganho do projeto foi a redução de emissões dos gases de efeito estufa, firmando o compromisso público que a Braskem assinou em 2009 de reduzir sua intensidade de emissões, buscar utilizar matérias primas renováveis e investir em tecnologias inovadoras na busca da sustentabilidade. A modificação pela unidade de ETBE uma redução das emissões de gases de efeito estufa em 76% (0,783 t CO2e/t ETBE, reduzindo cerca de 100 kt/ano).
Com a conversão das unidades de MTBE, a empresa eliminou a produção de uma substância potencialmente cancerígena, reduzindo o risco à saúde de seus funcionários, além de reduzir a contaminação em lençóis freáticos por vazamentos do produto com alta miscibilidade em água.
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