Inovação e Mudanças Climáticas são temas de Oficina na GV

11/12/2011
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24/05/2011
Luiza Xavier

Sustentabilidade é hoje o principal motivador de inovação no contexto empresarial, mas como inovar os processos dentro do universo corporativo levando em conta os desafios climáticos atuais? Para discutir e aprofundar essa questão o Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV (GVces) e sua plataforma Empresas pelo Clima (EPC) organizaram em 17 e 18 de maio a oficina “Inovação na gestão dos desafios climáticos”.

Estiveram presentes o professor Wilson Nobre, (Departamento de Produção e Operações da FGV-EAESP), Lionel Ramirez (presidente e CEO da GE Iluminação para a América Latina), Walter Duran (diretor de inovação da Philips do Brasil), Sérgio Borger (Técnico em Estratégias e Operações da IBM Brasil) e David Vincent (Carbon Trust) além de representantes das empresas membros do EPC.

Na primeira fase de atividades, Wilson Nobre explorou o conceito de inovação. “Segundo o Manual de Oslo, inovação é a implementação de algo novo ou significativamente melhorado, um novo processo, um novo método, nas organizações do local de trabalho ou nas relações externas”, destacou.

Desafios, soluções e inovação

Logo em seguida, foram apresentados pelos representantes da GE, Philips e IBM Brasil, soluções inovadoras envolvendo gestão, produtos e modelos de negócios.

A exposição das empresas serviu de gancho para a fala do diretor de projetos da Carbon Trust, David Vincent. “Trazer soluções para desafios é também uma questão de envolver os consumidores finais nos processos de transição para produtos com menor emissão de carbono”, disse Vincent. “O que devemos fazer é encorajar os consumidores a serem parte da solução dentro do processo.”

David Vincent ressaltou também a importância de se criar processos tecnológicos mais eficientes. “Este é o momento de somar esforços. O Brasil é hoje um terreno fértil para mudanças e o único país que possui legislação específica com relação à inovação”.

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No contexto do esforço integrado defendido por David Vincent, a última parte do evento trouxe a oportunidade dos participantes opinarem sobre dilemas vividos por uma empresa.

Seiiti Suzuki, Consultor Técnico Especialista em Sustentabilidade da InterCement, trouxe para a Oficina os desafios ligados à holding do setor de cimentos da CCSA, proporcionando aos representantes das empresas membros do EPC a oportunidade de refletir, criar e sugerir soluções. Três temas principais foram abordados: os desafios de gestão e custo para se modificar a matriz energética da empresa; como levar a cultura organizacional da empresa para outros países onde atua; e como convencer o usuário final a selecionar o cimento com a menor pegada de carbono.

Seiiti avaliou a experiência coletiva como positiva: “A discussão foi bastante proveitosa. Foi possível perceber onde estamos no caminho certo e onde é preciso melhorar e até dar alguns passos atrás para rever processos.“