Revista Página22 :: ed. 05 (fevereiro/2007)

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EDITORIAL - No mesmo time

Pregava o Fórum Social Mundial que um outro mundo era possível. O evento que nasceu em contraposição ao Fórum Econômico Mundial tinha, nas primeiras edições, o viço da rebeldia. Ano após ano, a mensagem parece ter ficado repetitiva. A última edição, em Nairóbi, foi inconclusiva até mesmo a respeito da continuidade do encontro no ano que vem.

Teria o movimento social sucumbido às grandes forças econômicas? Não necessariamente. Uma outra leitura é possível. As questões sociais e ambientais, antes restritas a manifestações paralelas, estão ganhando espaços impensáveis, como o próprio fórum em Davos e negociações comerciais como a Rodada de Doha.

O aquecimento global, de efeitos nefastos tanto para a economia como para o meio ambiente e os seres humanos, teria servido para catalisar essas questões e colocar a discussão sobre sustentabilidade no mainstream. Isso é só o início.

Grandes empresas, de atuação global, também começam a rever conceitos e modificar processos, levando em consideração aspectos sociais que até então passavam ao largo das mesas de seus principais executivos, como mostra reportagem de capa desta edição.

Alguns deles perceberam que a inserção no mundo globalizado requer o entendimento com os atores locais, sejam eles populações ribeirinhas, movimentos sociais, quilombolas ou povos indígenas.

Reconhecer e aceitar as profundas diferenças entre as partes é o primeiro passo para construir o novo mundo. Os interesses podem divergir, mas a cada dia, esses atores se dão conta de que precisam se relacionar de igual para igual.

Boa Leitura

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