Santos Brasil reduz emissões em 14% referente às operações no Tecon Santos, conforme índice adotado pela empresa

11/12/2011
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Uso de caminhões novos e otimização das operações com guindastes de pátio são algumas das ações implementadas pela companhia para diminuir suas emissões

A Santos Brasil é a primeira empresa do setor portuário a integrar a Plataforma Empresas pelo Clima (EPC). A companhia vê como uma das grandes vantagens do EPC e sua integração com o Programa Brasileiro GHG Protocol, o apoio técnico e científico para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) em suas operações.

O mapeamento das emissões de GEE da Santos Brasil começou em 2007 no Tecon Santos, terminal localizado na margem esquerda do complexo portuário Santista, e a partir de 2008 passou a incluir também unidades de logística. O índice adotado na análise da Santos Brasil considera a atividade exercida pela empresa: emissões de CO2 equivalente por TEU movimentado (unidade referente a um contêiner de 20 pés).

O diagnóstico do último inventário de emissões referente às operações de 2010 no Tecon Santos, comparado com o inventário de 2009, demonstrou que o índice apresentou redução de 13,63%: total de 13,3 quilos frente a 15,4 quilos em 2009. De acordo com o inventário, em 2009 as emissões somaram 15.927 de toneladas de CO2 equivalente para 1,032 milhão de TEU movimentados no terminal. Já em 2010, o total de emissões foi de 17.932 toneladas de CO2 equivalente para uma movimentação de 1,351 milhão de TEU.

Contribuíram para reduzir a emissão de CO2 no Tecon Santos medidas diretas na operação como a ampliação do uso dos RTGs (Rubber Tire Gantry), equipamentos que fazem a movimentação de contêineres nos pátio, o que possibilitou a diminuição do uso das Stackers (empilhadeiras de contêineres). Com isto, a queima de combustível foi menor e a emissão de CO2 na operação de movimentação no pátio teve uma redução de 46,06%, na comparação com o inventário de 2009.

Outro ponto favorável à redução nas emissões de GEE no terminal foi a aquisição de uma nova frota composta por 16 caminhões para o transporte terrestre de contêineres. Embora o número de veículos tenha aumentado de 95 para 111 em 2010, houve diminuição de 6,37% de emissões, na comparação com 2009.

Entre os principais objetivos do inventário de GEE da Companhia estão: revisão da matriz energética – composta, hoje, no Tecon Santos, majoritariamente, pelo óleo diesel e eletricidade – e a busca por fontes mais limpas e renováveis para as operações. Desde 26 de setembro de 2011, todos os 58 veículos leves da frota do terminal e das unidades de logística da empresa em Santos e São Paulo, passaram a usar etanol como combustível, em substituição à gasolina.

A maior vantagem do etanol de cana-de-açúcar é de praticamente zerar as emissões de CO2.
Outras ações pontuais visam à conscientização ambiental para minimizar o impacto causado. É o caso do projeto de "Carona Corporativa"; coleta seletiva, que recicla 90% do resíduo gerado em todas as suas unidades; e também o tratamento de esgoto no Tecon Santos.

A Santos Brasil pretende continuar trabalhando na redução de suas emissões nos próximos anos. A empresa já estuda a possibilidade de eletrificar equipamentos a diesel como os RTGs (Rubber Tire Gantry) e o uso de combustíveis menos poluentes como GNV e biodiesel na frota própria de caminhões.

Disclaimer: A empresa atesta e se responsabiliza pela veracidade e rigor das informações relatadas. A Fundação Getulio Vargas se exime de quaisquer responsabilidades sobre as informações prestadas pela empresa. A publicação dos cases não implica em endosso ou aprovação das práticas da empresa pela Fundação Getulio Vargas.

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